A sinusite, também conhecida como rinossinusite, é a inflamação da mucosa que reveste o nariz e os seios paranasais. Essa condição, muito comum e que afeta milhões de pessoas, pode trazer grande desconforto e impactar significativamente a qualidade de vida.

É fundamental entender que a sinusite não é apenas um resfriado forte; ela envolve as cavidades ósseas ao redor do nariz, olhos e testa, conhecidas como seios da face.
Ela pode ser classificada como aguda (com duração de até 12 semanas), subaguda ou crônica (quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas) ou quanto à sua causa (viral, bacteriana, fúngica, alérgica, inflamatória e mista).
Neste artigo, vamos aprofundar nos os tipos de sinusite, seus sintomas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento, para que você possa identificar quando é a hora de procurar ajuda especializada.
Qual Médico Especialista Trata da Sinusite?
O otorrinolaringologista é o especialista responsável por diagnosticar e tratar os quadros agudos e crônicos da sinusite.
Ele possui o conhecimento e as ferramentas necessárias para avaliar a saúde do seu nariz e seios da face, indicando o tratamento mais adequado, que pode incluir desde medicamentos até cirurgias, como as sinusectomias.

A Dra. Camilla é especialista no diagnóstico e tratamento das sinusites e de diversas outras condições nasais. Com sólida formação, ampla experiência em cirurgias endoscópicas do nariz e atualização constante por meio de cursos na área, está preparada para oferecer um tratamento moderno, seguro e eficaz.
São mais de 10 anos de experiência, com Título de Especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL) e pelo Ministério da Educação (MEC), após residência médica no Hospital Federal do Andaraí – RJ.
Além disso, possui formação em Medicina do Sono pelo renomado Instituto do Sono, em São Paulo.
Se você sofre com sinusites ou qualquer outra alteração respiratória, a Dra. Camilla tem a formação, a experiência e o compromisso necessários para entender seu caso com profundidade e encontrar a melhor solução.
Seu bem-estar é prioridade.
Veja o que alguns pacientes dizem sobre ela:




SUMÁRIO
- Qual Médico Especialista Trata da Sinusite?
- Entenda o que são os Seios da Face e a sua Importância
- Como a Sinusite é Diagnosticada?
- Tipos de Sinusite: Aguda e crônica
Entenda o que são os Seios da Face e a sua Importância
O nariz é dividido em duas cavidades nasais – a narina direita (fossa nasal direita) e a narina esquerda (fossa nasal esquerda) – que são separadas pelo septo nasal.
O septo nasal é uma estrutura formada por cartilagem e osso.
Já os seios paranasais (cavidades paranasais), são espaços ocos cheios de ar localizados nos ossos da face, ao redor do nariz.
Eles iniciam o desenvolvimento com cerca de 2 meses de vida intrauterina, inicialmente com as células etmoidais anteriores e os seios maxilares.

Todos os seios da face são bilaterais, são eles:
- Frontal (Localizados na testa, acima dos olhos).
- Etmoidal (Situados entre os olhos, na base do nariz).
- Maxilar (Encontrados nas maçãs do rosto, abaixo dos olhos).
- Esfenoidal (Localizados mais profundamente, atrás do nariz e abaixo do cérebro).
A principal função desses seios é produzir muco, que ajuda a umidificar e filtrar o ar que respiramos, além de proteger o cérebro e os olhos.
Todos os seios da face drenam secreções para as fossas nasais e todos eles estão sujeitos às doenças nasossinusais, como a sinusite.
Como a Sinusite é Diagnosticada?
O diagnóstico da sinusite é feito por um otorrinolaringologista, que irá avaliar o histórico clínico do paciente e realizar exames específicos.
É fundamental uma avaliação detalhada para determinar a causa da inflamação e o melhor plano de tratamento.
Os principais métodos diagnósticos incluem:
- História clínica detalhada:
De extrema importância, o paciente deve relatar com detalhes seus sintomas, frequência, intensidade, tipos de tratamentos já realizados, fatores desencadeantes (como alergias ou exposição a irritantes), entre outras informações.
Essa conversa inicial é crucial para direcionar a investigação e formular uma hipótese diagnóstica precisa.

Este é um exame fundamental e realizado de rotina em casos suspeitos.
Através de um pequeno endoscópio com uma câmera na ponta, inserido delicadamente pelo nariz, é possível avaliar se existem alterações da mucosa nasal, como a presença de pólipos (crescimentos benignos), secreção mucopurulenta (pus) e edema (inchaço) das fossas nasais.
Permite uma visualização direta e detalhada das estruturas internas do nariz e da entrada dos seios da face.
- Exame tomográfico:

A tomografia de seios paranasais avalia possível acometimento dos seios da face, detalha as vias de drenagem dos seios, identifica espessamentos da mucosa, presença de cistos de retenção e pólipos nas cavidades, entre outras alterações.
A tomografia é solicitada quando há suspeita de complicações de sinusite aguda, refratariedade (falta de resposta) no tratamento da sinusite aguda ou para investigação de sinusite crônica e planejamento cirúrgico.
É um exame essencial para mapear a anatomia e a extensão da doença.
- Raio X simples de face:
Este exame está em desuso para o diagnóstico de sinusite, pois possui baixa sensibilidade e especificidade.
Um RX normal não descarta um quadro de sinusite, assim como um RX alterado não necessariamente indica um quadro de sinusite.
Resfriados e rinite alérgica, por exemplo, podem também causar velamento (sombra) em um estudo radiográfico, levando a diagnósticos imprecisos. Por isso, a tomografia é preferível.
Tipos de Sinusite: Aguda e crônica
A sinusite pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da sua duração e da causa. Conhecer os tipos é importante para entender o tratamento adequado
Sinusite aguda

A sinusite aguda é extremamente frequente e provavelmente todo mundo já experimentou ou experimentará seus sintomas em algum momento da vida.
É importante frisar que seu diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nos sintomas e exame físico.
As principais causas da sinusite aguda são as infecções virais.
Os adultos sofrem cerca de 5-7 resfriados comuns por ano, já as crianças, em torno de 10 resfriados. Uma simples infecção das vias aéreas superiores (resfriado comum) já é capaz de gerar alterações na mucosa nasossinusal, levando à uma sinusite aguda viral.
Esses sintomas persistem por cerca de 7-10 dias.
Quando esses sintomas se mantêm por mais de 10 dias, podemos classificá-la como sinusite aguda pós-viral.
Nesses casos, a inflamação persiste mesmo após a fase inicial da infecção viral, e há um risco maior de complicação bacteriana.
Em ambos os casos (viral e pós-viral), o tratamento inicial é voltado para amenizar os sintomas.
Mas então, quando preciso de antibiótico?
O antibiótico será importante em quadros de sinusite bacteriana, e para tal diagnóstico, são necessários critérios específicos, como exemplos: sintomas persistentes por mais de 10 dias sem melhora, febre alta (acima de 39°C), secreção nasal purulenta (amarelada ou esverdeada), dor facial unilateral (em apenas um lado do rosto) e intensa, ou uma recaída (dupla piora) após a melhora inicial do quadro viral.
Sintomas da Sinusite Aguda

- Obstrução nasal (nariz entupido): Dificuldade para respirar pelo nariz.
- Pressão ou dor na face: Localizada na região dos seios da face (testa, maçãs do rosto, entre os olhos).
- Secreção nasal: Pode ser amarelada, esverdeada ou purulenta.
- Febre: Mais comum em casos bacterianos.
- Hiposmia ou anosmia: Diminuição ou ausência total do olfato, respectivamente.
- Tosse constante: Principalmente ao deitar, devido ao gotejamento de secreção para a garganta.
- Cacosmia: Percepção de cheiro ruim nas narinas, mesmo sem a presença de algo com mau cheiro.
- Dor de cabeça: Pode ser frontal ou retro-orbitária (atrás dos olhos).
- Dor de garganta: Devido ao gotejamento pós-nasal.
- Fadiga e mal-estar geral.
Tratamento
Os sintomas da sinusite aguda são passageiros e costumam melhorar com medicações sintomáticas, como por exemplo a lavagem nasal com soro fisiológico, sprays nasais descongestionantes (com cautela e sob orientação médica), mucolíticos (para fluidificar a secreção) e anti-inflamatórios, à depender dos sintomas.
Quando os seus sintomas persistem por um tempo mais prolongado (acima de 7 – 10 dias) ou ocorre a piora dos sintomas, pode ser um indicativo de que a sinusite inicialmente viral, complicou com uma bacteriana.
Na hipótese de uma sinusite bacteriana é de extrema importância a procura por um otorrinolaringologista para que seja realizado o exame físico completo e então, ser instituído um tratamento adequado com antibiótico e outras medicações apropriadas.
O tratamento precoce e correto evita complicações sérias.
Complicações da Sinusite Bacteriana Não Tratada
Quadros arrastados de sinusite bacteriana sem tratamento, podem evoluir para complicações mais sérias e potencialmente graves.
Os seios paranasais possuem íntima ligação com órgãos importantes, como os ouvidos, órbitas (olhos) e cérebro. Portanto, algumas complicações podem ocorrer em quadros de sinusite bacteriana não tratada, são elas:
- Celulite e Abscesso Orbitário: Infecção que se espalha para a região dos olhos, causando inchaço, dor e, em casos graves, perda de visão.
- Meningite: Infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal.
- Empiema Subdural ou Epidural: Acúmulo de pus entre as camadas do cérebro.
- Abscesso Intracraniano: Formação de pus dentro do cérebro.
- Tromboflebite e Trombose do Seio Cavernoso: Formação de coágulos em veias importantes próximas ao cérebro, com risco de sequelas neurológicas graves.
Sinusite crônica

Classificamos como sinusite crônica quando os sintomas ultrapassam mais de 12 semanas apesar do tratamento correto instituído.
A sinusite crônica é uma condição mais complexa, que exige uma investigação aprofundada para identificar suas causas e um plano de tratamento individualizado.
Existem muitas causas para a sinusite crônica, listamos abaixo as mais comuns:
Possíveis causas
- Pólipos nasais: Crescimentos benignos na mucosa do nariz e seios da face que podem obstruir a drenagem.
- Desvio de septo nasal obstrutivo: Uma alteração anatômica que dificulta a passagem do ar e a drenagem dos seios.
- Infecções: Bacterianas persistentes ou fúngicas (veremos a seguir).
- Rinite alérgica não controlada: A inflamação crônica da rinite pode predispor à sinusite.
- Fatores ambientais: Exposição a poluentes, inalantes químicos, fumaça de cigarro, poeira, mofo, etc.
- Asma: Há uma forte associação entre as duas condições.
- Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE): O refluxo pode irritar a mucosa da garganta e do nariz, contribuindo para a inflamação.
- Causas odontogênicas: Infecções dentárias que se espalham para o seio maxilar.
- Imunodeficiências: Condições que enfraquecem o sistema imunológico (como HIV, deficiências de anticorpos).
- Doenças sistêmicas: Como Fibrose Cística, Granulomatose com Poliangiite (antiga Granulomatose de Wegener), Síndrome de Churg-Strauss, entre outras.
Pacientes que possuem alterações estruturais no nariz, como desvios septais obstrutivos, pólipos nasais ou outras alterações inflamatórias como a rinite não controlada, estão mais sujeitos à sinusite crônica e suas exacerbações agudas,devido às alterações estruturais já existentes, que favorecem a estase (acúmulo) das secreções nos seios da face.
Isso cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias e fungos.
Ainda, estes pacientes geralmente não possuem uma melhora completa dos sintomas após o tratamento medicamentoso.
A persistência dos sintomas é um sinal de alerta para a cronicidade da doença.
Esses pacientes frequentemente mantêm algum grau de cefaleia (dor de cabeça) e/ou pressão facial, obstrução nasal e às vezes tosse crônica, devido ao gotejamento constante de secreções do nariz para a garganta (gotejamento pós-nasal).
Sintomas da Sinusite Crônica
- Obstrução nasal crônica: Persistente e muitas vezes bilateral.
- Dor/pressão na face: Pode ser constante ou intermitente, geralmente menos intensa que na aguda, mas mais duradoura.
- Cefaleia: Dor de cabeça, frequentemente retro-orbitária (atrás dos olhos) ou frontal.
- Hiposmia (diminuição do olfato) / Anosmia (ausência do olfato): Um dos sintomas mais incômodos e que mais afeta a qualidade de vida na sinusite crônica.
- Tosse crônica: Persistente, especialmente à noite, devido ao gotejamento pós-nasal.
- Gotejamento pós-nasal: Sensação de secreção escorrendo pela parte de trás da garganta.
- Fadiga e cansaço crônico: Devido à inflamação persistente e ao sono de má qualidade.
- Mau hálito (halitose): Causado pelo acúmulo de secreções.
- Dor de garganta crônica ou pigarro.
Portanto, pacientes com sinusite de repetição, que não melhoram completamente após os tratamentos medicamentosos e tópicos adequados, que possuem cefaleia e/ou pressão facial crônica, tosse crônica, diminuição do olfato e gotejamento pós-nasal, devem ser avaliados para uma possível indicação cirúrgica.
A cirurgia pode ser a chave para restaurar a qualidade de vida.
Sinusite Fúngica: Um Tipo Menos Comum, mas Importante
A sinusite fúngica é um tipo de sinusite causada pela presença de fungos nos seios paranasais.
Embora menos comum que as sinusites virais ou bacterianas, é crucial diagnosticá-la corretamente, pois o tratamento é diferente e, em alguns casos, pode ser uma condição grave. Existem diferentes formas de sinusite fúngica:
- Sinusite Fúngica Alérgica (SFA): É a forma mais comum. Ocorre em pacientes com predisposição alérgica, onde há uma reação imunológica exagerada aos fungos presentes nos seios.
Não é uma infecção invasiva, mas sim uma resposta alérgica intensa, com formação de muco espesso e pegajoso (muco alérgico) e, por vezes, pólipos.
Os sintomas são semelhantes aos da sinusite crônica, como obstrução nasal, gotejamento pós-nasal e perda de olfato.
O tratamento envolve cirurgia para remover o muco e os pólipos, além de medicamentos para controlar a inflamação e a alergia.
- Bola Fúngica (Micetoma): Caracteriza-se pela formação de uma massa compacta de fungos dentro de um seio paranasal, geralmente o seio maxilar.
Não é invasiva e ocorre em pacientes com sistema imunológico normal. Os sintomas podem ser leves ou ausentes, ou incluir dor facial e obstrução.
O tratamento é cirúrgico, com a remoção da bola fúngica.
- Sinusite Fúngica Invasiva: Esta é a forma mais grave e rara, ocorrendo principalmente em pacientes com sistema imunológico comprometido (por exemplo, diabéticos descompensados, pacientes com câncer, HIV, ou em uso de imunossupressores).
Os fungos invadem os tecidos dos seios e podem se espalhar rapidamente para estruturas vizinhas, como olhos e cérebro, sendo potencialmente fatal.
Os sintomas são severos e incluem dor intensa, inchaço facial, febre, e até alterações visuais ou neurológicas.
O tratamento é uma emergência médica, combinando cirurgia agressiva para remover o tecido infectado e antifúngicos intravenosos.
- Sinusite Fúngica Crônica Não Invasiva (Indolente): Uma forma menos agressiva da sinusite fúngica invasiva, que progride lentamente em pacientes com imunidade normal.
Pode causar destruição óssea local. O tratamento é cirúrgico.
O diagnóstico da sinusite fúngica é feito através de exames de imagem (tomografia) e biópsia do tecido ou secreção dos seios, para identificar a presença do fungo.
Opções de Tratamento para Sinusite
O tratamento da sinusite é individualizado e depende do tipo, da causa e da gravidade dos sintomas. O objetivo é aliviar os sintomas, eliminar a inflamação e prevenir recorrências.
Tratamento Medicamentoso:
O tratamento clínico pode incluir:
•Corticosteroides nasais: São a base do tratamento para a maioria das sinusites, especialmente as crônicas e alérgicas.Reduzem a inflamação e o inchaço da mucosa nasal e dos seios da face, melhorando a drenagem e a respiração.

•Antibióticos: Prescritos apenas em casos de sinusite bacteriana comprovada ou com forte suspeita. O uso indiscriminado pode levar à resistência bacteriana. A duração do tratamento varia, mas geralmente é de 10 a 14 dias.
•Antileucotrienos: Podem ser usados em pacientes com asma e rinite alérgica associadas, ajudando a controlar a inflamação alérgica que contribui para a sinusite.
•Lavagem nasal: Com solução salina (soro fisiológico) em temperatura ambiente, é uma das medidas mais importantes e eficazes para todos os tipos de sinusite. Ajuda a remover o muco espesso, secreções, crostas, alérgenos e irritantes, limpando as vias aéreas e reduzindo a inflamação. Deve ser feita regularmente, várias vezes ao dia, especialmente em casos crônicos.

•Descongestionantes nasais: Devem ser usados com extrema cautela e por um período muito curto (máximo de 3 a 5 dias), pois o uso prolongado pode causar um efeito rebote, piorando a obstrução nasal (rinite medicamentosa).

•Analgésicos e Anti-inflamatórios: Para alívio da dor e febre.
Tratamento Cirúrgico (Sinusectomia Endoscópica)

A cirurgia endoscópica nasossinusal indicada quando o tratamento medicamentoso não é suficiente para controlar os sintomas da sinusite crônica, ou quando há alterações anatômicas que impedem a drenagem adequada dos seios da face (como desvio de septo ou pólipos nasais).
É importante entender que a cirurgia não é a primeira opção, mas sim uma solução eficaz quando outras abordagens falham.
O objetivo da cirurgia é restaurar a ventilação e a drenagem dos seios paranasais, removendo obstruções (pólipos, tecido inflamado) e corrigindo alterações anatômicas (como desvio de septo).
É um procedimento realizado sob anestesia geral, com o auxílio de endoscópios e instrumentos delicados, que permitem ao cirurgião visualizar e acessar as estruturas internas do nariz e dos seios da face com precisão, minimizando o trauma aos tecidos saudáveis.
O tempo cirúrgico dependerá de quantos seios da face serão abordados e da complexidade do caso.
De modo geral, pode possuir uma duração média de 2:30h.
As principais indicações para a sinusectomia incluem:
•Sinusite crônica refratária ao tratamento medicamentoso: Quando os sintomas persistem apesar do uso correto de medicamentos por um período adequado.
•Presença de pólipos nasais que causam obstrução: E não respondem ao tratamento clínico.
•Desvio de septo nasal obstrutivo: Que contribui para a sinusite crônica.
•Complicações da sinusite: Como abscesso orbitário ou intracraniano, que exigem intervenção imediata.
•Sinusite fúngica: Especialmente as formas invasivas ou quando há bola fúngica.
É importante ressaltar que a cirurgia não “cura” a sinusite no sentido de eliminá-la para sempre, mas sim melhora drasticamente a drenagem e a ventilação dos seios da face, o que ajuda a controlar os sintomas e a reduzir a frequência e a gravidade das crises.
Após a cirurgia, o paciente continua o acompanhamento médico e, em muitos casos, o tratamento medicamentoso (principalmente lavagens nasais e sprays) para manter os resultados e prevenir novas inflamações.
O Tampão Nasal nas Cirurgias

Antigamente o uso de tampão nasal após a realização de uma cirurgia nasal era muito comum e gerava intenso desconforto no pós operatório.
Atualmente, ele é indicado apenas em casos muito selecionados, principalmente quando não há um controle satisfatório do sangramento nasal no intra-operatório.
Como a cirurgia endoscópica nasal traz uma visão ampliada das estruturas nasais, o cirurgião consegue na maioria das vezes identificar pontos de sangramento e realizar sua cauterização sem muitas dificuldades.
Por que Realizar a Sinusectomia? Quais Seus Benefícios?
A finalidade dessa cirurgia de pequeno à longo prazo é permitir que os seios da face consigam realizar suas funções corretamente, como a drenagem das secreções que são produzidas diariamente, de forma efetiva para as fossas nasais, permitindo sua boa aeração e evitando retenção de secreções dentro dos seios, o que é o fator principal para gerar as sinusites de repetição e consequentemente levar à sua cronicidade.
Cirurgia Endoscópica Nasal
As sinusectomias também podem ser chamadas de cirurgia endoscópica nasal, isto porque, utiliza-se da via endoscópica para sua realização. A cirurgia endoscópica nasal também engloba o tratamento de outras patologias nasais, são elas:

- Hipertrofia de cornetos inferiores, através das turbinectomias ou turbinoplastias endoscópicas;
- Correção endoscópica de septo nasal (septoplastia endoscópica);
- Polipose nasossinusal (um tipo de rinossinusite crônica);
- Pólipo de killian (pólipo antrocoanal);
- Tumores nasais;
- Para acesso à base de crânio;
Entre outros.
Não deixe a sinusite afetar sua vida! Busque ajuda especializada.
A sinusite, seja ela aguda, crônica ou fúngica, é uma condição que pode impactar severamente sua qualidade de vida, causando dor, desconforto e afetando sua respiração e bem-estar geral.
Ignorar os sintomas ou tentar tratamentos caseiros sem orientação médica pode levar a complicações sérias e desnecessárias.
Se você apresenta sintomas de sinusite de forma recorrente, persistente ou grave, não hesite em procurar um otorrinolaringologista.
Somente um especialista poderá realizar a avaliação adequada, determinar a causa exata dos seus sintomas e indicar o tratamento mais eficaz, seja ele clínico ou cirúrgico. Lembre-se: respirar bem é viver bem!
Dra. Camilla Ferreira está à disposição para oferecer o cuidado e a expertise necessários para a saúde respiratória de sua família. Com sua vasta experiência e compromisso com o bem-estar dos pacientes, ela garantirá que você receba a melhor solução para o seu caso.
Sua saúde merece essa atenção especializada.
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Fontes:
Chronic rhinosinusitis: Clinical manifestations, pathophysiology, and diagnosis – UpToDate
What to do about sinusitis – Harvard Health
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